Cumprindo o cronograma de trabalho estabelecido pelo Regimento Interno da Câmara, a Comissão que apura as denúncias feitas pelo Ministério Público (MP) contra o presidente Claudionor Nunes do Nascimento, acusando-o de retirar diárias e não utilizá-las devidamente, ouviu no dia 16, quinta-feira, às 20:00 horas, o presidente do Legislativo de Eunápolis, que deu a sua versão dos fatos. As denúncias se referem às diárias requeridas e retiradas por Cláudio nos meses de setembro e dezembro do ano passado, nos valores de R$ 1.440,00 e 1.420,00 respectivamente, e justificadas como para custear viagens a serviço do Legislativo.
Inicialmente, Claudionor Nunes foi inquirido pela presidenta da comissão, a vereadora Ruth, depois por Sessé, e finalmente, por Benedito, pastor Bené. De forma resumida, sobre a realização da viagem a Santo Antônio do Jacinto, onde o presidente teria ido interessado em verificar o estado de degradação
do ecossistema do rio Buranhém, que abastece diversas cidades e povoados, entre os quais, Eunápolis. Cláudio descreveu toda a viagem, apontando inclusive, pessoas que o acompanharam e vereadores com quem esteve durante o percurso. São apontados como testemunhas, Valderleide Francisco dos Santos, o motorista do veículo e o vereador Júnior Bahia, que foi em carro próprio. Os vereadores por Guaratinga: Jésus Moura e Simone Almeida foram citados como testemunhas, por terem sido encontradas por Cláudio e seu grupo, durante o percurso. Sobre o motivo dele, Cláudio, ter requerido as diárias para realizar a dita viagem nos dias 12, 13, 14 e 15, e só ter viajado em fim-de-semana subseqüente: de 21 a 24 de setembro, como já afirmara em Termo de Declarações feito no MP, alegando ter havido sessão da Câmara no dia 13. Ele confirmou. Disse ainda, que é um direito do edil, fazer viagens na data prevista, ou em outra mais adequada.
Quanto às diárias do mês de dezembro, que o presidente retirou para fazer uma viagem a Salvador, também para tratar de assuntos da Câmara no Tribunal de Contas dos Municípios, o presidente explicou da forma como já fez outras vezes. Que retirou as diárias para viajar à capital do Estado, porém, havendo sessão da Câmara, ficou impossibilitado de viajar, repassando o valor da daria para o assessor Dorlando Santana, que fez o que ele solicitara.
Indagado porque não tirara as diárias em nome de Dorlando, Cláudio defendeu-se afirmando que não podia proceder assim, em razão de Dorlando não ser servidor da Câmara, mas Consultor Legislativo. Foi perguntado ainda, por que ele devolveu depois o dinheiro das diárias. Sendo respondido que atendeu orientação do advogado.
O vereador Benedito Carvalho, perguntou se Cláudio se sentia perseguido pelo promotor de Justiça, Dr. Dinalmari e qual seria o motivo? Ele respondeu que sim, e o motivo, ele supunha ser “por causa do concurso público da Prefeitura realizado em 16 de maio de 2004, que ele entrou cancelando e eu contestei”. Sobre as denúncias de tentativa de extorsão que teria sido vítima (o ex-assessor Bira Rosa teria sido o autor), reafirmou ter ocorrido, e as provas sendo analisadas por técnicos.
Fotos: Urbino Brito
Fonte/Autor: Teoney Guerra