
A extinção do Projeto Ser Criança, que funcionava em Eunápolis, no bairro Alecrim I, em parceria entre a Prefeitura Municipal e a Veracel, e contemplava cerca de 200 crianças com reforço escolar, recreação e lazer, foi motivo de duras críticas contra a empresa de celulose. A empresa foi acusada de ser insensível aos problemas daquela comunidade.
As críticas tiveram início com o pronunciamento do líder comunitário José da Cruz, que fez uso da “Tribuna Livre”, espaço que a casa legislativa abre para que representantes de entidades e grupos de habitantes abordem temas de interesse comum. Cruz fez um retrospecto de como ocorreu o encerramento das atividades do projeto social, destacando que a Veracel levou até o estoque de mantimentos que, na sua opinião deveria ser deixado ou ser distribuído na comunidade. Segundo o relato, o motivo da atitude da empresa ter desativado o projeto, teria sido o não-cumprimento da parte que cabia à prefeitura: a construção de um galpão onde deveriam funcionar oficinas profissionalizantes. Até o momento a empresa não se pronunciou sobre a questão.
Depois da fala de Cruz, diversos vereadores fizeram intervenções, abordando essa questão bem como outros assuntos relativos à atuação da empresa. O vereador Vasco Queiroz, que pela enésima vez fez duras críticas contra a Veracel e o seu presidente, Renato Gueron -que foi comparado a Saddam Hussein-, prometendo ainda, desarquivar no próximo ano o projeto de lei de sua autoria que prevê restrições ao plantio de eucalipto para fins de produção de celulose no município. Essa matéria foi apreciada pelo Legislativo este ano, porém não foi aprovada. O presidente da Câmara, Claudionor Nunes do Nascimento, sugeriu realizar uma audiência pública com a Veracel, para discutir questões que classificou de muito importantes para a comunidade.
Foto: Urbino Brito
Fonte/Autor: Teoney Guerra