
Professores da rede municipal de ensino de Porto Seguro participaram do 2º Encontro de Professores da Educação de Jovens e Adultos, que aconteceu nos dia 25 e 26 de agosto, sob a coordenação da Prefeitura Municipal de Porto Seguro, através da Secretaria de Educação. O coquetel de abertura, realizado dia 25 de agosto, no Colégio Luís Eduardo Magalhães, contou com a presença do prefeito Jânio Natal, de diretores e vice-diretores de escolas, coordenadores e lideranças comunitárias.
No primeiro dia, os convidados assistiram a uma palestra com Denise Ramos, mestra em Educação, que veio de Curitiba (PR) para falar sobre o tema "Identidade profissional, competências e habilidades dos professores da Educação de Jovens e Adultos". No dia 26, pela manhã, no Colégio Frei Calixto, a professora Ady Amorim tratou da "Multi, trans e interdisciplinaridade na elaboração de planejamento", e à tarde, da "Pedagogia de Projetos na EJA".
Trabalhadores na sala de aula
O PEJA (Programa de Apoio ao Ensino de Jovens e Adultos) é resultado de um convênio
entre o Governo Federal e a Prefeitura Municipal, que envolve a formação continuada dos professores, merenda escolar, compra de material didático e remuneração dos profissionais. Segundo a coordenadora do programa na Secretaria Municipal de Educação, Verônica Pereira, o PEJA é voltado para os alunos na faixa etária entre 15 e 60 anos, que não tiveram a oportunidade de concluir seus estudos no tempo previsto e passam a contar com uma nova oportunidade para voltar às salas de aulas.
Em Porto Seguro, cerca de 7 mil alunos nessa situação estão matriculadas em turmas da 1ª à 8ª série. As séries são concluídas de duas em duas (1ª e 2ª, 3ª e 4ª, 5ª e 6ª e 7ª e 8ª) e os turnos - manhã, tarde e noite - são escolhidos de acordo com a preferência e a disponibilidade do aluno. "Precisamos preparar esses professores para lidar com esses alunos, que na maioria das vezes são pessoas que trabalham o dia inteiro e à noite estão na sala de aula", explica a coordenadora.
Segundo ela, a metodologia e os professores também têm que ser especiais. "O professor tem que ser um facilitador e buscar todos os recursos disponíveis para lidar com essas turmas, para que os alunos se sintam estimulados e não desistam de estudar", argumenta. Além de cumprir esse papel, a oficina de educação permite um intercâmbio entre os professores, coordenadores e a Secretaria de Educação. "Estamos fazendo a nossa parte e o contato direto com esses professores é muito bom, porque podemos acompanhar de perto as necessidades deles e dos alunos", enfatiza Verônica.
Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Porto Seguro
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Fonte/Autor: Hilda Rodrigues