
“Que Deus ilumine cada vez mais a democracia contraditória e que cresça
cada vez mais a censura democrática dada ao povo pela democracia
censuradora.”
Até os anos 80 (oitenta), a repressão se fazia presente nas vidas de cada
um dos brasileiros. A ditadura também recebia repressão por parte da
democracia; enfim, todos eram censurados. Pois é, a censura está de volta!
Desta vez, é a seleção brasileira que esta sendo censurada.
Quem não se lembra de 98, quando a seleção brasileira tropeçou diante dos
franceses? Zidane parecia dizer: “Que se dane esta seleção!”. Hoje a
história se repete, só que de forma diferente. Após a derrota da seleção do
Brasil para a seleção da França, torcedores lhe deram nomes de lutas
marciais: Tele-ket, vele tudo... Perguntei a um torcedor, porque “vale-tudo”
ou “tele-ket”? Ele respondeu: “Porque vale garras, vale marmeladas, pareceu
um jogo de cartas marcadas”. Uma torcedora indignada disse: “não
desmerecendo a seleção francesa, o jogo dela é aquele mesmo. O Brasil é que
não jogou nada! Parreira pareceu esta rezado; ficou pasmado na lateral do
campo; é claro, não se pode ganhar todas, mas, não justifica atletas
escolhidos a dedo patinarem em campo”. Um outro torcedor disse: “você viu o
desespero dos argentinos aos serem desclassificados? Faltou patriotismo na
seleção brasileira”. O narrador oficial da partida perdeu o entusiasmo se
contradizendo e condenou a atitude da seleção. Um jovem torcedor de dez
anos, indignado, disse: “sou apenas uma criança, mas ouço falar
barbaridades... do Brasil; eu não quero acreditar no que dizem... que
silêncio ?... A seleção brasileira entrou em campo contra a outra, mas
parecia ver um deus diante de si e curvou-se diante dela; será que por
conveniência não havia um interesse maior por trás disso ? Por causa disso
será que alguém apostaria ou deixaria de apostar numa seleção favorita ou
menos favorita ? Isso é um caso de se pensar”. O garoto finalizou, dizendo:
“mais uma vez a seleção deixou se corromper pela frustração da derrota para
A própria França na copa 98”.
Fonte/Autor: Joilson Souza Silva