
Há apenas seis meses na prefeitura de Valença, o prefeito Cláudio Queiroz vem desenvolvendo uma nova linha de administração. Entre as ações que ele chama de “pacto de reestruturação” está uma auditoria para identificar os problemas e irregularidades da gestão ocorrida nos dois anos anteriores. O pacto foi firmado com todos os secretários e servidores da Casa ainda em janeiro desse ano, quando ele tomou posse. Cláudio ficou em segundo lugar, com 49% dos votos, na última eleição para prefeito e só chegou à prefeitura após denúncia contra o candidato eleito e empossado, Renato Assis. Ele foi acusado de em outubro de 2003, após as eleições ter demitido cerca de 600 servidores que teriam sido contratados durante a campanha. Renato já era prefeito na época e foi denunciado pelo grupo de Cláudio por irregularidades como inaugurações de obras em período eleitoral e uso da máquina pública.
Apesar de Cláudio ter assumido por duas vezes a cidade em 2005, somente este ano tomou posse definitivamente após decisão do TRE. Além de resgatar a auto-estima dos valencianos Cláudio Queiroz quer reestruturar a economia local. Para isso vem regularizando o pagamento de funcionários e fornecedores além dos vencimentos de encargos. “Quando assumimos definitivamente encontramos uma deficiência operacional em todas as áreas” destaca. Outra ação foi a opção de trabalhar com fornecedores locais. A idéia é fortalecer a economia da cidade para que mais empregos sejam criados.
Umas das conquistas nesses seis meses foi a elaboração do Plano Diretor Urbano (PDU), uma exigência do Ministério das Cidades para municípios com mais de 20 mil habitantes. “Valença a mais de seis anos só ouvia falar do plano diretor” informou. O projeto lei do PDU foi entregue a Câmara de Vereadores de Valença no dia 15 de julho para apreciação.
O prefeito ainda destacou a intenção de investir no potencial turístico da cidade que fica na Costa do Dendê. “As cidades irmãs que compõe a Costa do Dendê possuem um potencial inigualável” detalha. Recentemente uma equipe do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural (Ipac) estiveram em Valença para uma avaliação dos casarões da cidade. Valença ainda guarda um patrimônio arquitetônico exuberante a exemplo dos prédios da Recreativa, construído pela Companhia Valença Industrial e da Igreja de Nossa Senhora do Amparo. A intenção de Cláudio é associar resgate histórico e cultural à desenvolvimento turístico. “Sem história não há futuro” resume.
Fotos: Urbino Brito
Fonte/Autor: Luciana Oliveira