Tecnologia que ajuda

Por: NossaCara.com
13/08/2006 - 21:50:00

O inspetor Adirlei Horoshi, mostra o antigo livro de ocorrência que com as novas técnologias que estão sendo usadas pela PRF, passa a ser coisa do passado.
O antigo Boletim de Acidente de Trânsito (BAT) no qual policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) registram as ocorrências está com os dias contados. Está sendo implantado em todo o território nacional o sistema BR Brasil que permitirá o registro on-line das ocorrências. Tudo que acontecer nas rodovias federais será registrado no sistema que tem base na cidade de Brasília-DF.     

Para solicitar seguro ou documentação para processos pessoas envolvidas em acidentes de trânsito em vias federais só podiam obter o BAT no posto onde ele foi registrado. Segundo o chefe de policiamento da PRF Adirlei Hiroshi a expedição de uma cópia do BAT demora entre 07 e 10 dias. “Quanto mais antigo mais difícil fica de achar, nós temos casos de pedido de BAT relacionados a acidente em 1987” detalhou o inspetor.   

Agora as ocorrências de Eunápolis antes encaminhadas a Salvador, estão sendo registradas de forma on-line e estarão disponíveis em qualquer posto do país. “Um exemplo é alguém que se envolve em um acidente no sul do país, mas mora no nordeste, essa pessoa pode solicitar o BAT em qualquer posto do país porque ele vai estar no sistema” detalha Hiroshi. Na Bahia o BR Brasil começou a ser instalado desde 1º de agosto e o estado foi o 18º a aderir ao sistema.


Os policias também já estão utilizando o Skpe, programa que possibilita realizar ligações

Aqui o policial faz uma demonstração das novas técnologias implantadas na PRF, usando o Skype, para comunicação em todo o território nacional. 
telefônicas via Internet. “Usamos rádio, mas o alcance é limitado” destaca Marcelo Santana, chefe da 9º Delegacia da PRF. Segundo ele o programa permitiu otimizar as operações. “Conseguimos falar com todos os postos da região de forma rápida e barata” detalha.


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai ficar mais ágil e moderna. Até o final deste semestre, entra em operação o Projeto BR Brasil, sistema que irá normatizar as informações coletadas pelos 7.600 policiais espalhados pelo Brasil, em 450 postos de fiscalização, 156 delegacias e 27 superintendências regionais. A iniciativa faz parte de um projeto de interligação de todas as unidades de fiscalização, iniciado em 2002, e proporcionará maior rapidez na tomada de decisões, na solução de problemas para os usuários e, principalmente, na captura de criminosos.

O coordenador-geral de Planejamento e Modernização da PRF, Lafayete Oliveira Galvão, conta que hoje todos os comunicados de ocorrências (acidentes de trânsito, tráfico de drogas ou contrabando, por exemplo) são coletados pelas unidades regionais em formulários próprios e enviados para a central, em Brasília. "Para algumas ocorrências, chegamos a ter mais de 150 formulários diferentes", diz. Outro problema é que informações vitais muitas vezes não são sequer questionadas na origem.

Com o novo sistema, a coleta de informações será a mesma para todo o Brasil, e qualquer policial terá que seguir um roteiro comum. "Com isso, deixaremos de receber números para receber dados, que serão mais bem analisados e balizarão o trabalho da corporação", destaca Galvão. Segundo ele, a partir do momento em que a PRF consegue demarcar, com precisão, em que trechos ocorrem os acidentes de trânsito mais graves, ou as piores infrações, ou ainda os roubos de cargas, pode alterar inclusive o contingente de efetivos desses locais.


Suporte


O chefe da Divisão de Rede da PRF, Rodney Portilho, conta que o projeto tem a parceria fundamental da Embratel, que dá todo o suporte para seu funcionamento. As superintendências e delegacias são interligadas por meio do FastNet, com velocidade de 128 kbps; e os locais mais remotos, como pontos de fronteira, pelo Infosat, serviço de comunicação via satélite da operadora. A Polícia Rodoviária Federal usa ainda o Business Link Direct para prover de Internet toda a rede.

Com essa integração, Portilho diz que uma certidão de ocorrência, que leva 15 dias para ser obtida atualmente, poderá ser liberada em 24 horas. A longo prazo, a idéia é ficar mais ágil ainda, substituindo os talões de registro das ocorrências por palmtops em todos os postos.
Todos os dias, as informações coletadas pela rede de fiscalização em todo o Brasil são compiladas e vão compor o Relatório de Ocorrências Diárias (ROD), entregue às 9h do dia posterior a entidades do governo ligadas à área, como Casa Civil, Polícia Federal e Ministério da Justiça. A partir deste semestre, elas serão também plotadas em um mapa georreferenciado, o que dará uma visão global de tudo que acontece nas estradas.

O chefe da Divisão de Tecnologia da PRF, Pérsio Prado, informa que uma central gestora, em Brasília, manterá quatro operadores em contato on-line com os postos durante 24 horas por dia: "Tudo o que acontecer pelo país será imediatamente comunicado ao BR Brasil." As informações poderão gerar relatórios gerenciais importantes para a corporação.


Alerta


Mesmo com o sistema ainda em implantação, algumas medidas já começam a aparecer. Uma delas é o Alerta, que nasceu com o objetivo de aumentar a eficácia da ação policial nas primeiras horas após uma ocorrência. Quando um carro é roubado, por exemplo, o cidadão precisa fazer a ocorrência em uma delegacia civil que, por sua vez, transfere as informações para seus departamentos especializados em roubos e furtos e, por fim, ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). "É um processo que não leva menos de 36 horas, tempo precioso para a obtenção de sucesso na recuperação do veículo", destaca Galvão.

Com o Alerta, a denúncia de crime é repassada em aproximadamente cinco segundos para toda a rede e também para os estados vizinhos. As informações são automaticamente disponibilizadas para as viaturas com acesso via satélite (480 veículos) e para a intranet do órgão, chegando a todos os postos. O novo sistema aumenta a probabilidade de recuperação do veículo, já que a Polícia pode agir imediatamente após o ato criminoso, dificultando a fuga. "Na medida em que se diminui substancialmente o tempo que a informação leva para atingir as unidades da PRF, aumenta-se a chance de impedir que o veículo seja levado para um desmanche ou para fora do país", salienta Galvão. O Alerta, no entanto, não elimina o cumprimento do trâmite normal das informações, de forma paralela.

Os registros podem ser feitos pelo site da PRF (www.dprf.gov.br), por meio das delegacias regionais, ou ainda pelo telefone 191, liberado recentemente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ser usado pela Polícia Rodoviária Federal em todo o Brasil.

O Sistema de Alerta do DPRF tem por objetivo divulgar informações de ocorrências ocorridas nas últimas 72 horas.

Caso o furto ou roubo de seu veículo tenha ocorrido a mais de 72 horas, verifique junto a Delegacia onde registrou a ocorrência se os dados já estão no RENAVAM.

O sistema aceitará ocorrências com mais de 72 horas, entretanto não serão listadas como Alerta e estarão na base somente para consultas.

Ao se registrar um alerta, as informações são enviadas automaticamente para as viaturas equipadas com computador de bordo que estejam no Estado onde aconteceu o fato e para as viaturas dos Estados vizinhos. As informações também podem ser visualizadas na página de Alertas, acessível em mais de 400 Postos da PRF.

O registro também pode ser feito por telefone. Basta ligar para a Central de Operações da PRF do seu Estado.

O registro de Alerta não dispensa o registro na Polícia Civil. Este registro deve ser feito o quanto antes. Não deixe de informar também a Polícia Militar.

O furto é caracterizado pela ausência de ameaça ou violência. O roubo caracteriza-se pelo uso de violência ou ameaça de uso para a obtenção do veículo.

- Em ambos os casos o notificante deve registrar a ocorrência na Polícia Civil.

Ao preencher o formulário é importante constar informações sobre o veículo e informações básicas sobre como aconteceu o fato. Evite textos longos, seja objetivo.


O antigo Boletim de Acidente de Trânsito (BAT) no qual policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) registram as ocorrências está com os dias contados. Está sendo implantado em todo o território nacional o sistema BR Brasil que permitirá o registro on-line das ocorrências. Tudo que acontecer nas rodovias federais será registrado no sistema que tem base na cidade de Brasília-DF.     

Para solicitar seguro ou documentação para processos pessoas envolvidas em acidentes de trânsito em vias federais só podiam obter o BAT no posto onde ele foi registrado. Segundo o chefe de policiamento da PRF Adirlei Hiroshi a expedição de uma cópia do BAT demora entre 07 e 10 dias. “Quanto mais antigo mais difícil fica de achar, nós temos casos de pedido de BAT relacionados a acidente em 1987” detalhou o inspetor.   

Este é o novo Bat, que pode ser solicitado em qualquer uma das unidades da PRF, agilizando o atendimento ao cidadão que dele venha necessitar.
Agora as ocorrências de Eunápolis antes encaminhadas a Salvador, estão sendo registradas de forma on-line e estarão disponíveis em qualquer posto do país. “Um exemplo é alguém que se envolve em um acidente no sul do país, mas mora no nordeste, essa pessoa pode solicitar o BAT em qualquer posto do país porque ele vai estar no sistema” detalha Hiroshi. Na Bahia o BR Brasil começou a ser instalado desde 1º de agosto e o estado foi o 18º a aderir ao sistema.


Os policias também já estão utilizando o Skpe, programa que possibilita realizar ligações telefônicas via Internet. “Usamos rádio, mas o alcance é limitado” destaca Marcelo Santana, chefe da 9º Delegacia da PRF. Segundo ele o programa permitiu otimizar as operações. “Conseguimos falar com todos os postos da região de forma rápida e barata” detalha.


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai ficar mais ágil e moderna. Até o final deste semestre, entra em operação o Projeto BR Brasil, sistema que irá normatizar as informações coletadas pelos 7.600 policiais espalhados pelo Brasil, em 450 postos de fiscalização, 156 delegacias e 27 superintendências regionais. A iniciativa faz parte de um projeto de interligação de todas as unidades de fiscalização, iniciado em 2002, e proporcionará maior rapidez na tomada de decisões, na solução de problemas para os usuários e, principalmente, na captura de criminosos.

O coordenador-geral de Planejamento e Modernização da PRF, Lafayete Oliveira Galvão, conta que hoje todos os comunicados de ocorrências (acidentes de trânsito, tráfico de drogas ou contrabando, por exemplo) são coletados pelas unidades regionais em formulários próprios e enviados para a central, em Brasília. "Para algumas ocorrências, chegamos a ter mais de 150 formulários diferentes", diz. Outro problema é que informações vitais muitas vezes não são sequer questionadas na origem.

Com o novo sistema, a coleta de informações será a mesma para todo o Brasil, e qualquer policial terá que seguir um roteiro comum. "Com isso, deixaremos de receber números para receber dados, que serão mais bem analisados e balizarão o trabalho da corporação", destaca Galvão. Segundo ele, a partir do momento em que a PRF consegue demarcar, com precisão, em que trechos ocorrem os acidentes de trânsito mais graves, ou as piores infrações, ou ainda os roubos de cargas, pode alterar inclusive o contingente de efetivos desses locais.


Suporte


O chefe da Divisão de Rede da PRF, Rodney Portilho, conta que o projeto tem a parceria fundamental da Embratel, que dá todo o suporte para seu funcionamento. As superintendências e delegacias são interligadas por meio do FastNet, com velocidade de 128 kbps; e os locais mais remotos, como pontos de fronteira, pelo Infosat, serviço de comunicação via satélite da operadora. A Polícia Rodoviária Federal usa ainda o Business Link Direct para prover de Internet toda a rede.

Com essa integração, Portilho diz que uma certidão de ocorrência, que leva 15 dias para ser obtida atualmente, poderá ser liberada em 24 horas. A longo prazo, a idéia é ficar mais ágil ainda, substituindo os talões de registro das ocorrências por palmtops em todos os postos.
Todos os dias, as informações coletadas pela rede de fiscalização em todo o Brasil são compiladas e vão compor o Relatório de Ocorrências Diárias (ROD), entregue às 9h do dia posterior a entidades do governo ligadas à área, como Casa Civil, Polícia Federal e Ministério da Justiça. A partir deste semestre, elas serão também plotadas em um mapa georreferenciado, o que dará uma visão global de tudo que acontece nas estradas.

O chefe da Divisão de Tecnologia da PRF, Pérsio Prado, informa que uma central gestora, em Brasília, manterá quatro operadores em contato on-line com os postos durante 24 horas por dia: "Tudo o que acontecer pelo país será imediatamente comunicado ao BR Brasil." As informações poderão gerar relatórios gerenciais importantes para a corporação.


Alerta


Mesmo com o sistema ainda em implantação, algumas medidas já começam a aparecer. Uma delas é o Alerta, que nasceu com o objetivo de aumentar a eficácia da ação policial nas primeiras horas após uma ocorrência. Quando um carro é roubado, por exemplo, o cidadão precisa fazer a ocorrência em uma delegacia civil que, por sua vez, transfere as informações para seus departamentos especializados em roubos e furtos e, por fim, ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). "É um processo que não leva menos de 36 horas, tempo precioso para a obtenção de sucesso na recuperação do veículo", destaca Galvão.

Com o Alerta, a denúncia de crime é repassada em aproximadamente cinco segundos para toda a rede e também para os estados vizinhos. As informações são automaticamente disponibilizadas para as viaturas com acesso via satélite (480 veículos) e para a intranet do órgão, chegando a todos os postos. O novo sistema aumenta a probabilidade de recuperação do veículo, já que a Polícia pode agir imediatamente após o ato criminoso, dificultando a fuga. "Na medida em que se diminui substancialmente o tempo que a informação leva para atingir as unidades da PRF, aumenta-se a chance de impedir que o veículo seja levado para um desmanche ou para fora do país", salienta Galvão. O Alerta, no entanto, não elimina o cumprimento do trâmite normal das informações, de forma paralela.
Os registros podem ser feitos pelo site da PRF (www.dprf.gov.br), por meio das delegacias regionais, ou ainda pelo telefone 191, liberado recentemente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ser usado pela Polícia Rodoviária Federal em todo o Brasil.

O Sistema de Alerta do DPRF tem por objetivo divulgar informações de ocorrências ocorridas nas últimas 72 horas.

Caso o furto ou roubo de seu veículo tenha ocorrido a mais de 72 horas, verifique junto a Delegacia onde registrou a ocorrência se os dados já estão no RENAVAM.
O sistema aceitará ocorrências com mais de 72 horas, entretanto não serão listadas como Alerta e estarão na base somente para consultas.

Ao se registrar um alerta, as informações são enviadas automaticamente para as viaturas equipadas com computador de bordo que estejam no Estado onde aconteceu o fato e para as viaturas dos Estados vizinhos. As informações também podem ser visualizadas na página de Alertas, acessível em mais de 400 Postos da PRF.

O registro também pode ser feito por telefone. Basta ligar para a Central de Operações da PRF do seu Estado.

O registro de Alerta não dispensa o registro na Polícia Civil. Este registro deve ser feito o quanto antes. Não deixe de informar também a Polícia Militar.

O furto é caracterizado pela ausência de ameaça ou violência. O roubo caracteriza-se pelo uso de violência ou ameaça de uso para a obtenção do veículo.

- Em ambos os casos o notificante deve registrar a ocorrência na Polícia Civil.
Ao preencher o formulário é importante constar informações sobre o veículo e informações básicas sobre como aconteceu o fato. Evite textos longos, seja objetivo.

O antigo Boletim de Acidente de Trânsito (BAT) no qual policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) registram as ocorrências está com os dias contados. Está sendo implantado em todo o território nacional o sistema BR Brasil que permitirá o registro on-line das ocorrências. Tudo que acontecer nas rodovias federais será registrado no sistema que tem base na cidade de Brasília-DF.     

Para solicitar seguro ou documentação para processos pessoas envolvidas em acidentes de trânsito em vias federais só podiam obter o BAT no posto onde ele foi registrado. Segundo o chefe de policiamento da PRF Adirlei Hiroshi a expedição de uma cópia do BAT demora entre 07 e 10 dias. “Quanto mais antigo mais difícil fica de achar, nós temos casos de pedido de BAT relacionados a acidente em 1987” detalhou o inspetor.   

Agora as ocorrências de Eunápolis antes encaminhadas a Salvador, estão sendo registradas de forma on-line e estarão disponíveis em qualquer posto do país. “Um exemplo é alguém que se envolve em um acidente no sul do país, mas mora no nordeste, essa pessoa pode solicitar o BAT em qualquer posto do país porque ele vai estar no sistema” detalha Hiroshi. Na Bahia o BR Brasil começou a ser instalado desde 1º de agosto e o estado foi o 18º a aderir ao sistema.


Os policias também já estão utilizando o Skpe, programa que possibilita realizar ligações telefônicas via Internet. “Usamos rádio, mas o alcance é limitado” destaca Marcelo Santana, chefe da 9º Delegacia da PRF. Segundo ele o programa permitiu otimizar as operações. “Conseguimos falar com todos os postos da região de forma rápida e barata” detalha.


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai ficar mais ágil e moderna. Até o final deste semestre, entra em operação o Projeto BR Brasil, sistema que irá normatizar as informações coletadas pelos 7.600 policiais espalhados pelo Brasil, em 450 postos de fiscalização, 156 delegacias e 27 superintendências regionais. A iniciativa faz parte de um projeto de interligação de todas as unidades de fiscalização, iniciado em 2002, e proporcionará maior rapidez na tomada de decisões, na solução de problemas para os usuários e, principalmente, na captura de criminosos.

O coordenador-geral de Planejamento e Modernização da PRF, Lafayete Oliveira Galvão, conta que hoje todos os comunicados de ocorrências (acidentes de trânsito, tráfico de drogas ou contrabando, por exemplo) são coletados pelas unidades regionais em formulários próprios e enviados para a central, em Brasília. "Para algumas ocorrências, chegamos a ter mais de 150 formulários diferentes", diz. Outro problema é que informações vitais muitas vezes não são sequer questionadas na origem.

Com o novo sistema, a coleta de informações será a mesma para todo o Brasil, e qualquer policial terá que seguir um roteiro comum. "Com isso, deixaremos de receber números para receber dados, que serão mais bem analisados e balizarão o trabalho da corporação", destaca Galvão. Segundo ele, a partir do momento em que a PRF consegue demarcar, com precisão, em que trechos ocorrem os acidentes de trânsito mais graves, ou as piores infrações, ou ainda os roubos de cargas, pode alterar inclusive o contingente de efetivos desses locais.


Suporte


O chefe da Divisão de Rede da PRF, Rodney Portilho, conta que o projeto tem a parceria fundamental da Embratel, que dá todo o suporte para seu funcionamento. As superintendências e delegacias são interligadas por meio do FastNet, com velocidade de 128 kbps; e os locais mais remotos, como pontos de fronteira, pelo Infosat, serviço de comunicação via satélite da operadora. A Polícia Rodoviária Federal usa ainda o Business Link Direct para prover de Internet toda a rede.

Com essa integração, Portilho diz que uma certidão de ocorrência, que leva 15 dias para ser obtida atualmente, poderá ser liberada em 24 horas. A longo prazo, a idéia é ficar mais ágil ainda, substituindo os talões de registro das ocorrências por palmtops em todos os postos.
Todos os dias, as informações coletadas pela rede de fiscalização em todo o Brasil são compiladas e vão compor o Relatório de Ocorrências Diárias (ROD), entregue às 9h do dia posterior a entidades do governo ligadas à área, como Casa Civil, Polícia Federal e Ministério da Justiça. A partir deste semestre, elas serão também plotadas em um mapa georreferenciado, o que dará uma visão global de tudo que acontece nas estradas.

O chefe da Divisão de Tecnologia da PRF, Pérsio Prado, informa que uma central gestora, em Brasília, manterá quatro operadores em contato on-line com os postos durante 24 horas por dia: "Tudo o que acontecer pelo país será imediatamente comunicado ao BR Brasil." As informações poderão gerar relatórios gerenciais importantes para a corporação.


Alerta


Mesmo com o sistema ainda em implantação, algumas medidas já começam a aparecer. Uma delas é o Alerta, que nasceu com o objetivo de aumentar a eficácia da ação policial nas primeiras horas após uma ocorrência. Quando um carro é roubado, por exemplo, o cidadão precisa fazer a ocorrência em uma delegacia civil que, por sua vez, transfere as informações para seus departamentos especializados em roubos e furtos e, por fim, ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). "É um processo que não leva menos de 36 horas, tempo precioso para a obtenção de sucesso na recuperação do veículo", destaca Galvão.

Com o Alerta, a denúncia de crime é repassada em aproximadamente cinco segundos para toda a rede e também para os estados vizinhos. As informações são automaticamente disponibilizadas para as viaturas com acesso via satélite (480 veículos) e para a intranet do órgão, chegando a todos os postos. O novo sistema aumenta a probabilidade de recuperação do veículo, já que a Polícia pode agir imediatamente após o ato criminoso, dificultando a fuga. "Na medida em que se diminui substancialmente o tempo que a informação leva para atingir as unidades da PRF, aumenta-se a chance de impedir que o veículo seja levado para um desmanche ou para fora do país", salienta Galvão. O Alerta, no entanto, não elimina o cumprimento do trâmite normal das informações, de forma paralela.

Os registros podem ser feitos pelo site da PRF (www.dprf.gov.br), por meio das delegacias regionais, ou ainda pelo telefone 191, liberado recentemente pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ser usado pela Polícia Rodoviária Federal em todo o Brasil.

O Sistema de Alerta do DPRF tem por objetivo divulgar informações de ocorrências ocorridas nas últimas 72 horas.

Caso o furto ou roubo de seu veículo tenha ocorrido a mais de 72 horas, verifique junto a Delegacia onde registrou a ocorrência se os dados já estão no RENAVAM.

O sistema aceitará ocorrências com mais de 72 horas, entretanto não serão listadas como Alerta e estarão na base somente para consultas.

Ao se registrar um alerta, as informações são enviadas automaticamente para as viaturas equipadas com computador de bordo que estejam no Estado onde aconteceu o fato e para as viaturas dos Estados vizinhos. As informações também podem ser visualizadas na página de Alertas, acessível em mais de 400 Postos da PRF.

O registro também pode ser feito por telefone. Basta ligar para a Central de Operações da PRF do seu Estado.

O registro de Alerta não dispensa o registro na Polícia Civil. Este registro deve ser feito o quanto antes. Não deixe de informar também a Polícia Militar.

O furto é caracterizado pela ausência de ameaça ou violência. O roubo caracteriza-se pelo uso de violência ou ameaça de uso para a obtenção do veículo.


- Em ambos os casos o notificante deve registrar a ocorrência na Polícia Civil.
Ao preencher o formulário é importante constar informações sobre o veículo e informações básicas sobre como aconteceu o fato. Evite textos longos, seja objetivo.

Fotos: Urbino Brito
 

Fonte/Autor: Luciana Oliveira

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