
George Silva Aragão, 35, morador de Ilhéus foi preso ontem em uma agencia do Banco do Brasil em Eunápolis ao ser reconhecido por uma de suas vítimas. No último dia 11 a pessoa permitiu que George utilizasse sua conta como receptora de uma transferência via bank fone, serviço que permite movimentação bancária via telefone. A conta da qual foi retirado um total de R$ 620,00 era de uma terceira pessoa. Desse valor apenas R$ 20,00 ficaram com a primeira vítima, o restante foi repassado a George.
O golpe
Os dados eram conseguidos através de um golpe que consistia em convencer as pessoas a aderirem ao bank fone. Ele acabava participando da adesão, que só é feita através de caixa rápido e exige apenas números da agencia e conta, além de uma senha numérica de quatro dígitos para o acesso. Todos esses dados eram memorizados e utilizados mais tarde para o golpe. Apesar de ter sido enquadrado em crime de estelionato, George foi preso pela acusação de corrupção ativa.
O golpe dependia da veracidade da encenação realizada por George. Ele aplicava o golpe sempre em filas de agencias do Banco do Brasil. Com a desculpa de que seu cartão estava com problemas ele convencia clientes a cederem sua conta para uma transferência da suposta conta dele para a da vítima. Em troca do favor oferecia pequenos valores em dinheiro. Por outro lado George já estava de posse dos dados bancários da conta de uma outra vítima, da qual seria desviado o dinheiro. “Ele tem uma memória muito boa que permitia memorizar todos os dados das pessoas” detalhou o delegado Rodolfo Faro.
Golpe de sorte
A vítima que o reconheceu foi procurada pelo banco na época da transferência e teve que devolver a quantia em questão. Ciente de eu se tratava de um golpe passou a freqüentar a área de caixas eletrônicos todos os dias. Em um desses acabou reencontrando George. A Polícia Militar foi acionada, mas ele não foi preso em flagrante, já eu o rime foi cometido no início do mês (11). A prisão só aconteceu porque George ofereceu suborno aos policias que o prenderam por corrupção ativa. Estava em posse dele um cartão do Banco do Brasil que ele alega ter comprado por R$ 10,00 em Ilhéus e R$ 2.150,00 em dinheiro.
George também possui uma fixa criminal extensa. Já participou de três assaltos-dois a banco e um a pessoa física. O delegado acredita que ele atuava só. “Ele mora em Ilhéus, mas se deslocava até Eunápolis para os golpes, em sua cidade poderia ser reconhecido facilmente” informou. O processo será entregue a Vara Crime de Eunápolis e o Ministério Público deve denunciá-lo por estelionato e corrupção ativa. Por este último crime ele pode pegar de 02 até 12 anos. O delegado ainda lembra que qualquer vítima que reconhecer o criminoso pode entrar em contato com a Polícia Civil. “Recebemos várias queixas que se enquadram nesse perfil” resumiu.
Fonte/Autor: Luciana Oliveira