
Policiais da 23ª Coorpin, com sede em Eunápolis, chefiados pelo delegado Moiseis Damasceno conseguiram prender no último sábado (15) o chefe da quadrilha que atuava assaltando carros malote que transportavam cheques já compensados. Os cheques eram adulterados e depositados novamente. Marcos dos Santos Silva, 36, foi detido em Guarapari-ES usando documentação falsa, com ele foram encontrados R$ 2.373,00 reais, três celulares, vários cartões de banco e cheques. Marcos estava acompanhado da namorada, Sthefanny Figueiredo Pereira, 22, que também foi detida. Oito integrantes da quadrilha haviam sido presos no início do mês, quando policiais de Eunápolis conseguiram interceptar o grupo que tentava mais um assalto entre Ilhéus e Uruçuca. A ação é fruto de uma investigação da 23ª Coorpin, iniciada a cerca de 45 dias após um assalto também a carro malote no mês de maio em Porto Seguro.

Marcos o chefão da quadrilha que comandava tudo pelo celualar.
Segundo o delegado o criminoso não participava pessoalmente dos assaltos, coordenava as operações
por telefone. Marcos estava em Porto Seguro na ocasião da primeira prisão. “Ele soube que os companheiros foram presos e fugiu para Belo Horizonte e depois Guarapari” detalhou o delegado Moiseis. Um grupo de quatro policiais de Eunápolis passou a última semana em Guarapari-ES à procura do criminoso. A prisão aconteceu às 06:30 horas da manhã em um posto de gasolina, onde Marcos e a namorada realizavam movimentação bancária em um caixa rápido. A ação contou com o apoio de policiais do Núcleo de Repressão ao Crime Organizado do Espírito Santo (Nuroc). Além de Marcos e sua namorada também foi detida, mas em Porto Seguro, Juliane Barbosa, acusada de participar do esquema. Ela havia sido conduzida na ocasião das primeiras prisões e liberada em seguida. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva que resultou na detenção.

Sthefanny Figueiredo Pereira, Juliana Barbosa e Marcos.
Esquema
O grupo é acusado de assaltar carros malote para se apossar de cheques já compensados que mais tarde eram lavados quimicamente para retirar as marcas de carimbo. A quadrilha também adulterava a numeração, criando um novo cheque, depositado novamente, mas em contas alugadas de terceiros. Correntistas mais cuidadosos acabavam identificando a compensação de um cheque ainda não emitido e prestavam queixa, mas as maiorias dos cheques eram compensadas normalmente. O grupo atuava nos estados do Macapá, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e várias cidades da Bahia.
Na primeira prisão, ocorrida em seis de junho, foram apreendidos com os assaltantes vários envelopes de depósito bancário, aparelhos de celular, cheques e cartões de vários bancos, R$ 1.695,45 reais em dinheiro, 02 relógios e 02 armas de fogo. O grupo será indiciado por assalto, formação de quadrilha e estelionato.
À frente da 23ª Coorpin há um ano, Moiseis Damasceno, que é natural de Eunápolis,
detalhou o trabalho de investigação feito pelo órgão. A 23ª Coorpin é responsável pela oitava região no Extremo Sul, mais o município de Mascote. Além de teorias investigativas, o delegado destaca o uso de recursos tecnológicos.

Dr. Moisés Damasceno, delegado regional que tem feito um bom trabalho desbaratando várias quadrilhas de criminosos que agiam na região.
O órgão tem comemorado o sucesso alcançado em casos principalmente de apreensão de drogas e outros a exemplo do desbaratamento de esquemas como este dos cheques ou o do caso das carteiras de habilitação falsas. Em março de 2006 foram indiciadas 18 pessoas acusadas de comercializar carteiras falsas em Eunápolis. Atualmente 10 acusados estão presos, inclusive um policial militar.
Moiseis destacou que em 2005 aconteceram ações importantes no combate ao tráfico de drogas. No início do ano 12 pessoas, todas da região, foram presas com 12 quilos de maconha. Já em setembro foi detida uma quadrilha de traficantes no Aeroporto de Porto Seguro com 4 quilos de crack. A droga estava avaliada em R$ 75.000 mil reais e 22 pessoas das cidades de Eunápolis, Porto Seguro e Itabela, além dos estados de São Paulo e Espírito Santo foram indiciadas. As prisões continuam a acontecer em 2006. “Todos os casos são solucionados a partir de investigações minuciosas” resumiu Moiseis.
Fotos: Urbino Brito
Fonte/Autor: Luciano Oliveira