A prisão arbitrária do vereador Ubaldo Suzart, vice-presidente da casa legislativa de Eunápolis, ocorrida sexta-feira, dia 8, foi um dos temas tratados na sessão da Câmara Municipal naquele dia. De forma unânime, o ato arbitrário cometido pelo agente da Polícia Civil, Geraldo de Lima Rego, foi condenado pelos membros daquela casa. O presidente, Claudionor Nunes e os vereadores Vasco Queiroz e Sessé fizeram discurso da Tribuna, quando criticaram com veemência o ato que foi classificado como "atentado à democracia e às instituições democráticas". Segundo Vasco, que é presidente da Associação dos Vereadores da Costa do Descobrimento (AVECODE), o presidente da União dos Vereadores do Brasil, (UVB), Joabs Ribeiro, lhe manifestou repúdio contra o ato, e deverá oficializar a posição da entidade sobre o incidente na próxima semana.
A Mesa Diretora espera obter nesta segunda-feira, dia 11, cópias dos depoimentos dos envolvidos no incidente para divulgar um manifesto de repúdio à violência cometida contra o vereador. Medidas jurídicas deverão ser tomadas também.
A prisão do vereador ocorreu dentro do próprio Complexo Policial de Eunápolis, onde Ubaldo foi pedir informações sobre a prisão também arbitrária de um tio seu, Ângelo Suzart, ocorrida dentro da sua própria empresa, que foi invadida pelo policial, que não tinha mandado judicial nem qualquer autorização legal. Tendo agido simplesmente, sob a alegação de dar uma busca para localizar e apreender um aparelho de telefone celular sumido horas antes e que supostamente estaria na empresa de Ângelo. Na realidade, não havia nenhum celular no local. A alegação de "desacato à autoridade" que teria justificado a prisão do vereador, não é aceita nem pelos vereadores, nem por pessoas com quem nossa reportagem falou, uma vez que o temperamento pacífico é uma marca do comportamento do vereador.
Foto: Urbino Brito Fonte/Autor: Teoney Guerra