
Apesar do frio e da chuva que só deu trégua durante os shows, o público compareceu em peso no primeiro dia de Pedrão. A animação foi garantida pelo cantor Flávio José e pelas bandas Baião Tropical e Asas Livres. Quem também marcou presença em um dos palcos foi o apresentador do programa de rádio Forró da Band, Mano Novo. Já durante a apresentação de Flávio José, o prefeito Robério Oliveira e o deputado estadual Carlos Gaban discursaram para o público presente.
Infra-estrutura
A estrutura montada para o Pedrão impressiona a qualquer um. Mesmo assim não deu para não deixar de notar a equipe da prefeitura ainda finalizando camarotes, realizando reparos no galpão, pregando faixas bem no início da noite. Fica a pergunta: síndrome de deixar tudo para última hora ou a demanda é que era demais?
Um outro questionamento é em relação ao piso da área das barracas na avenida principal. Verdadeiras pedras de asfalto que se não fazem lama dificultam e muito a passagem.

O forrozeiro Flávio José, deu um show de simpatia com a nossa equipe durante a entrevista no hotel onde está hospedado.
E por falar em camarote, cadê o da imprensa? Em coletiva para apresentação do Pedrão, ficou firmado que os veículos de comunicação teriam um ponto de apoio. Até agora nada!
Flávio José, o poeta cantador
Em entrevista exclusiva ao nossacara.com o cantor falou de sua trajetória e também das influencias musicais a exemplo de Luiz Gonzaga. Flávio José é natural da cidade de Monteiro, região do cariri na Paraíba e já cantou em bandas de bailes antes de seguir carreira solo. O cantor foi fiscal do Banco do Brasil até 1995 quando decidiu se dedicar apenas à carreira de músico. Flávio José brincou relembrando aquele tempo quando era conhecido como o cantor dos 300 quilômetros, já que não se apresentava em um raio maior que esse, por conta do trabalho no banco.
O cantor acabou de lançar o álbum Tá Bom que Tá Danado, uma produção independente. Já o show em Eunápolis trouxe os vários sucessos de Flávio José a exemplo de Cabloco Sonhador, De Mala e Cuia e Espumas ao Vento. Quando questionado sobre qual o estilo de seu forró, Flávio foi taxativo. “Forró é o que Luiz
Gonzaga fez e deixou seguidores, o resto é modismo”. Ele falou das misturas de outros instrumentos como a bateria e a guitarra, que o próprio Gonzaga já fazia, mas que a base mesmo é a sanfona, a zabumba e o triângulo.
Flávio José também se mostrou preocupado com o futuro das festas de São João e com o surgimento de músicos que mantenham vivo o estilo que melhor representa o nordeste. Ele lembrou que despertou para a sanfona muito menino vendo Luiz Gonzaga tocar na praça na cidade de Arco Verde na Paraíba. De lá pra cá não largou mais o instrumento que o levou ao posto de um dos melhores forrozeiros do país.
A explosão do arrocha

Mano Novo (forró da band) e o Dr. Carlos Frederico, diretor das rádios BandFM local e Ativa FM.
A banda que há três anos vem conquistando espaço em todas as faixas de idade e classe social levou a multidão à histeria neste primeiro dia de Pedrão. Asas Livres tocou logo em seguida a Flávio José e não deixou a desejar em animação. O público acompanhou a banda com gritos, cantando as letras e no melhor sentido da palavra “arrochando”. Ainda em turnê os cantores Alan e Alex falaram com exclusividade ao nossacara.com sobre o novo trabalho, a satisfação de estar participando de uma festa como o Pedrão e também sobre o fenômeno que é o movimento Arrocha.
A banda está lançando o mais novo trabalho, Eternamente Romântico. São 15 faixas de puro arrocha. O estilo que nasceu na Bahia, com a banda Asas Livres, de São José do Conde,
está ganhando cada vez mais espaço não só no estado. Segundo os cantores o arrocha é uma mistura de seresta e bolero em um ritmo mais rápido. O diferencial mesmo é a dança, com base em movimentos rápidos dos quadris, uma inovação.
Quem garante a animação no segundo dia
Quem deixou de participar do primeiro dia de Pedrão não pode perder essa sexta-feira (30). Animam a festa a partir das 21:00 horas as bandas Só Filé; a local Dona Moça; uma das mais esperadas, Limão com Mel e Filomena Bagaceira. Uma dica é vir bem agasalhado já que o frio só dá trégua no meio do povão.
Fotos: Urbino Brito
Fonte/Autor: Luciana Oliveira