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Por: Bento Quinto
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Sobre o recente conflito entre trabalhadores rurais sem terras das bandeiras MST e FETAG-Ba, na área da Fazenda Amazonas, Município de Porto Seguro, o representante regional da Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Wellington Santos, divulga informe à sociedade onde lamenta a morosidade do Governo do Estado em fazer a sua parte contribuindo para clima de tensão entre grupos que disputam um mesmo espaço. O sindicalista explica que o pessoal do MST ocupa área denominada Cerro Azul. Contudo, essa turma está de olho na Fazenda Amazonas, área vizinha onde estão as famílias da FETAG.
Vejam a íntegra do texto abaixo.
Nota de Esclarecimento da assessoria da FETAG-Bahia em relação aos conflitos no Extremo Sul Baiano
O Extremo sul é uma região marcada por conflitos na disputa pela reforma agrária desde a década de 1980, ocorre que de lá pra cá, esses conflitos só aumentaram apesar de alguns assentamentos já implantados na região com a participação do INCRA (Instituto de colonização e Reforma Agrária). Com a chegada das empresas de Celulose que detém a maior concentração de terras e com a diminuição dos postos de empregos, isso fez com que os movimentos sociais ligados a luta pela reforma agrária, organizassem os trabalhadores rurais na busca de novos assentamentos.
Ocorre que em 20.10.2011, após uma reintegração de posse em um dos acampamentos representado pela FETAG -BA, houve uma grande mobilização dos trabalhadores nas ruas de Eunápolis fazendo a distribuição de parte da produção que restou da plantação destruída, o Governador na época o Jaques Wagner, convocou a FETAG - BA, (Federação dos trabalhadores na agricultura do Estado da Bahia), CONTAG (Confederação Nacional dos trabalhadores na Agricultura), ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) e a EMPRESAS/VERACEL, para uma reunião em Salvador, na tentativa de encontrar uma saída para diminuir os conflitos na região.
Dessa reunião entre os movimentos e a empresa de Celulose, apos esses acontecimentos, o MST, FTL, APRUNVE, MRC E MLT, também passaram a fazer parte de um acordo construído com a participação do Estado, Movimentos Sociais e empresas de Celulose da região incluindo ai a FÍBRIA E A SUZANO PAPEL E CELULOSE, onde cada movimento teve suas fazendas definidas, ou seja, as áreas que estavam ocupadas até 2011, passaram a fazer parte do acordo para assentamento das famílias.
Com o passar do tempo e com a morosidade do Estado, foram surgindo outros movimentos e pseudos lideranças, picaretas e oportunistas que passaram a invadir as áreas da FETAG na região, o que precisa de fato é o GOVERNO DO ESTADO, tomar a decisão de fazer cumprir o acordo estabelecido entre as partes. Se o Governo que pode acabar com esse conflito entre os trabalhadores não tomar as devidas providencias os problemas irão continuar e isso é péssimo para aqueles que dependem da tutela do Estado Brasileiro.
Há mais de um ano, estamos insistindo em uma audiência com a sala de situação órgão do governo responsável para solucionar conflitos, para tratar dessas questões especificas, no entanto sem êxito, pois inexplicavelmente este setor do Governo vem adiando o pleito solicitado.
A FETAG - Bahia, estar dispostas envolver a ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, O JUDICIÁRIO, MINISTÉRIO PÚBLICO, PASTORAL DA TERRA e as Organizações Sociais que lutam pela Paz para resolver essa situação que poderá se transformar em uma tragédia entre trabalhadores que lutam pelos mesmos objetivos, o que não é bom para a imagem do nosso Estado e principalmente para os trabalhadores E OS MOVIMENTOS SOCIAIS. Quero reforçar que a responsabilidade é exclusivamente do Governo do Estado, caso aconteça uma tragédia em uma dessas áreas em conflito.
Saliento que o conflito mais recente, foi na Fazenda Amazonas área que no acordo pertence à FETAG-BA, pelo fato dessa área estar próxima ao assentamentos do MST denominado de SERRO AZUL, a maioria das famílias que causam o conflito com os trabalhadores da FETAG, vem desse assentamento, sendo que a grande maioria já estão assentadas no referido assentamento.