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Profissionais teriam sido agredidos ao não permitirem o acesso de pessoas que estavam com ingresso meia-entrada para estudante e que não portavam cartão que dá direito ao benefício
Por: G1 BAHIA
A diretora artística do Teatro Castro Alves (TCA), Rose Lima, denunciou neste sábado (22), em uma rede social dois casos de agressões a funcionários do teatro, o mais importante de Salvador, após eles não permitirem o acesso de pessoas que estavam com ingresso meia-entrada para estudante e que não tinham o cartão que dá direito ao benefício.
Segundo a assessoria do TCA, o primeiro caso ocorreu no último sábado (15), quando o funcionário da portaria Cosme Belens foi agredido no rosto. A segunda agressão foi na noite da última sexta (21), quando o coordenador da portaria Valnei Santos foi atacado com chutes.
A Central de Polícia (Centel) confirmou as duas ocorrências e informou que tanto o agressor quanto vítima, do caso de sexta, foram encaminhadas à 1ª Delegacia Territorial, nos Barris (1ª DT/Barris). Não há maiores informações sobre a ocorrência da última semana. O G1 tentou falar com a 1ª DT, mas não conseguiu contato.
Em entrevista ao G1, Rose Lima destacou que a exigência da carteira de estudante é lei. “É importante ressaltar que desde janeiro, o Teatro Castro Alves, em parceria com os demais espaços culturais, vem fazendo ampla campanha informativa sobre a lei da meia entrada em suas redes sociais e em seu site. Além disso, foram instalados banner externo e cartazes informativos nas bilheterias do teatro e dos SACs Barra e Bela Vista, além do foyer da Sala Principal e da Esplanada da Concha Acústica”, disse Rose.
Em 5 de outubro de 2015, foi publicado pela presidência da república o decreto nº 8.537/2015, que limita a emissão de documentos que comprovam a condição de estudante a algumas entidades, como UNE, Ubes e DCEs, com o intuito de evitar fraudes. O mesmo decreto estabelece reserva de 40% dos ingressos de cada evento para o benefício de meia-entrada.
Para Rose, lei é para ser cumprida. "Quem não concorda, que procure a entidade que lhe representa e busque mudar a lei. A gente é que não pode mudar a lei", diz.