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Manifestantes que ocupavam Av. Paulista em São Paulo ataca prédio da Fiesp durante protesto contra PEC do teto.
Ato, que começou pacífico, pede a saída de Michel Temer e é contra a Proposta de Emenda à Constituição 55, aprovada nesta terça (13) pelo Senado.
grupo de manifestantes atacou o prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) durante um protesto contra a PEC do teto, na Avenida Paulista, na noite desta terça-feira (13). Eles jogaram fogos de artifício, pedras e paus. Os seguranças reagiram usando cassetetes.
O ato, que começou pacífico, pede a saída de Michel Temer e é contra a Proposta de Emenda à Constituição 55, aprovada nesta tarde no Senado. Após o tumulto, os manifestantes se reuniram em frente à Estação Brigadeiro do Metrô.
Por volta das 21h50, um grupo que restou após a dispersão correu pela Avenida Paulista colocando fogo em lixeiras e fazendo barricadas . Pelo menos uma jovem foi detida . A polícia jogou bombas de gás para dispersar o grupo.
Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), disse que o objetivo era fazer um ato pacífico, como todos os protestos organizados pelo Movimento. Na avaliação dele, o ataque ao prédio ocorreu de forma espontânea e foi provocado pelo que a instituição representa para o país.
"Não estava programado mas foi um gesto de indignação das pessoas. Fiesp representa o que não presta no Brasil. O dano na fachada da Fiesp é muito pouco perto do dano que a Fiesp está causando há muito tempo ao povo do Brasil".
Em nota, a Fiesp afirma que o prédio "foi alvo de um ataque criminoso e violento liderado por vândalos que portavam bandeiras do PT e da CUT."
O texto diz ainda que "vândalos dispararam dezenas de pedras e rojões contra o edifício, colocando em risco funcionários da Fiesp, do Sesi e do Senai que saíam do local, além de frequentadores do Centro Cultural Fiesp, que recebe milhões de pessoas para exposições e espetáculos teatrais gratuitos."
A Fiesp diz ainda lamentar que "uma minoria violenta ainda acredite que a depredação seja uma maneira razoável de manifestar posições políticas ou ideológicas. Vandalismo é crime. Nada mais do que isso.
Fonte/ G1
Produção e Imagem Oslaim Brito/Maiane Brito