
Por: Bento Quinto
Na última sexta-feira, 26 de fevereiro, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Florestais e da Silvicultura (STTR) do Município de Eunápolis, promoveu reunião de planejamento anual para o exercício de 2016, em sua sede, com início às 09h30s da manhã e encerrando-se às 13h30s. A participação foi intensa dos dirigentes da entidade, juntamente com os de associações de famílias de trabalhadores rurais sem terras da FETAG-Ba, de associações de famílias da Agricultura Familiar da mesma bandeira e, ainda, de delegados sindicais que têm a tarefa principal de atuarem no setor de assalariados do Sindicato.
Muito inspirado e aplaudido o dirigente maior Tico Lisboa, presidente do STTR e titular da Secretaria de Política Agrária da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG), expôs as responsabilidades e desafios enfrentados por todos para o ano em curso. Metas, ações prioritárias do STTR eunapolitano em parceria com associações foram expostas diante de um espaço lotado de líderes. O vice-presidente Paulo Alves, falou da caminhada junto aos assalariados do campo ao longo de 2016. Almir Souza Ramos, diretor de finanças e patrimônio, expôs as limitações orçamentárias do Sindicato e do dever de todos se comprometerem a “fazer de um limão uma limonada” no sentido de otimizar o máximo as ações a serem feitas nesse período pré-estabelecido.
Dirigentes de associações também falaram e no final das quatro horas de intensa jornada, todos estavam convictos da responsabilidade de estarem unidos em torno dos propósitos definidos e já estabelecidos em conjunto. Afinal, nada ficou sem o devido esclarecimento, inclusive, dúvidas, buchichos e boatos foram duramente criticados como algo indigno de acontecer dentro de um cenário que exige união, transparência e alta responsabilidade de todos, sem exceção do maior ao menor.
Em entrevista ao repórter Bento Quinto, Tico Lisboa disse que a base do Planejamento Anual do Sindicato juntamente com as associações de assentados e acampados da FETAG no Município, é, exatamente, o tripé: reforma agrária, Agricultura Familiar e o setor de assalariados do Sindicato. “Nossa responsabilidade é grande pois lidamos com vidas e com o futuro de seres humanos, vivemos em um período de crise nacional e planetária e não podemos nos abater, até porque ela não é maior que a nossa capacidade de superá-la”, declarou o presidente.