
Por: Bento Quinto
Na semana passada o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) do Município de Eunápolis, Tico Lisboa, recebeu na sede da entidade agentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que vieram se inteirar ou saber detalhadamente sobre a existência de conflitos agrários gerados por movimentos sociais (“bandeiras”) e que atuam no território eunapolitano.
“Existe a Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, que é presidida pelo desembargador agrário Dr. Gersino Filho”, diz o líder sindical acrescentando que a autoridade vai estar em Eunápolis no dia 20 deste mês de fevereiro (um sábado), para se inteirar dessa situação tão absurda.
Tico Lisboa, que também é secretário de política agrária da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG) da Bahia, diz que tem questionado e no seu entendimento a Comissão está legitimando a malandragem, porque ela “está dando crédito a qualquer tipo de denúncia que se faz”. “Hoje”, prossegue, “essa Comissão não está mais sendo usada para combater a violência do latifundiário contra o trabalhador, que é uma prática historicamente comum se bem que tem sido muito reduzida e em nossa região praticamente já não mais existe”.
O sindicalista explica que “os conflitos existentes hoje, no momento aqui no Município, são de líderes falsos ou oportunistas que criam movimentos sociais aleatoriamente e ficam botando trabalhador contra trabalhador. Diz ainda que, “esses tais líderes iludem as pessoas com falsas promessas, promovem o engano e usam de má fé com trabalhadores que sonham com pedaço terra para viver e produzir”. Para ele as ouvidorias nacional e a estadual devem atentar para esses detalhes.