
As 40 (quarenta) famílias de trabalhadores rurais sem terras previamente selecionadas nos acampamentos Catarina Galindo e Wilson Furtado, desde o último dia 26 estão na Fazenda Amazonas, área de pouco mais de 400 hectares e que pertencia à Veracel Celulose S.A. Ontem, domingo, o repórter Bento Quinto visitou esse novo acampamento da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG) da Bahia, e fotografou barracos improvisados de lonas, fogões à lenha com panelas no fogo, vários apetrechos e pessoas exprimindo um ar de otimismo nessa fase que se aproxima de um desfecho final. São homens, mulheres, jovens de ambos os sexos e até crianças do Município de Eunápolis que há quase 07 (sete) anos lutam por “um pedaço de terra”, suportando uma vida sem um mínimo de conforto e carente de tudo. É uma gente cuja perseverança mais parece o aço!
A nova área tem acesso pela estrada do Cavaco Seco e está localizada entre os municípios de Eunápolis e Porto Seguro. A estrada está em bom estado de conservação e apesar das últimas chuvas é possível trafegar sem dificuldade. Segundo Wellington Santos, coordenador regional dos acampamentos da FETAG, nesta área da Fazenda Amazonas estão acampadas cerca de 120 famílias, “composta por pessoas experimentadas no cabo da enxada e de outras ferramentas agrícolas, comprometidas com a produção e que detestam a ociosidade”, salienta o líder, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) do Município de Itabela.
E o secretário de Política Agrária da FETAG, Tico Lisboa, lembra que esse novo acampamento “que já pode ser considerado um pré-assentamento”, é resultado de uma ação conjunta entre a Federação e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Eunápolis, do qual ele é presidente. “Toda a estrutura de transporte, combustível, motorista, etc é custeada pelo caixa do Sindicato”, diz.
Os coordenadores locais do novo acampamento são Walter Silva Santos, Nivaldo Silva dos Samtps (“Braúna”) e Roberto Pereira dos Santos.