
Por: Bento Quinto
Fechamento de acordo entre a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG) do estado da Bahia, Governo do Estado e Veracel Celulose, determina a ocupação da Fazenda Amazonas pelas famílias do Acampamento Catarina Galindo. Elas deixaram a Fazenda Miramar, no interior do Município de Eunápolis, onde permaneciam acampadas há anos e já montam acampamento na nova área, localizada na divisa entre os municípios de Eunápolis e Porto Seguro.
O coordenador do acampamento, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STTR) do Município de Itabela, Wellington Santos, informa que “das cerca de 100 famílias apenas 40 delas foram previamente selecionadas para ocuparem a nova área sob a Bandeira da FETAG”. O líder acrescenta que trata-se de “um pré-assentamento”, já que ainda faltam procedimentos técnicos e de praxe como as demarcações, que competem a órgãos governamentais como o INCRA. Segundo ele “isso é o de menos”. Acrescenta que a nova área vinha sendo ocupada por famílias outras sem liderança e sem bandeira definida, as quais, por determinação judicial, deixam a Fazenda Amazonas ainda hoje. A Polícia Militar está no local.
E o secretário de Política Agrária da FETAG e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) do Município de Eunápolis, Tico Lisboa, diz que “as 40 famílias do Catarina Galindo previamente selecionadas ficarão na nova área definitivamente”, e que a Fazenda Amazonas pertencia a Veracel Celulose S.A, tendo sido adquirida pelo decreto 433/92 do Governo Federal, através do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Segundo o sindicalista o assunto já é de conhecimento geral em Eunápolis e, teria gerado muita polêmica, disse me disse, um outro grupo entrou na área de forma indevida e oportunista, mas a Justiça e o Governo entenderam que a ocupação deveria ser feita pelas famílias desde 2009 aguardavam por essa área.