
Por: Bento Quinto
Em entrevista ao repórter Bento Quinto, do NossaCara.com, o presidente da Associação Agro-Industrial Projeto Produzir, Edvaldo Miranda dos Santos (“Tomate”), diz que a comunidade tem vinte famílias associadas sob a bandeira da FETAG produzindo café, feijão e milho; abóbora, melancia, abacaxi, mandioca e grande quantidade de produtos de horta como alface, couve, pepino, coentro, beterraba, cenoura e outros.
O horticultor é o Lídio Pena da Silva (foto), que afirma produzir tudo com material unicamente orgânico, sem nada de química. Ele, durante muitos anos, dedicou-se à prática da horticultura no Bairro Sapucaeira, em Eunápolis, mas nos últimos quatro vem dedicando-se à atividade no Assentamento Produzir, onde o “espaço é bem maior e as condições outras são mais favoráveis”, explica.
A área do Projeto Produzir mede 298 hectares, sendo que cerca de 20% é de preservação ambiental, segundo Tomate. Existem várias nascentes e toda a área produtiva é ocupada, também, por gado leiteiro. A sede tem 29 casas residenciais todas ocupadas por moradores. A escola tem uma única sala de aula destinada às crianças e alfabetização de adultos. A caixa d’água tem capacidade para 15 mil litros, mas, infelizmente, o poço para o devido abastecimento será cavado ainda no futuro. Segundo o entrevistado isso não deve demorar.
Outra atividade que é intensa no Projeto Produzir é a fabricação de farinha e outros derivados da mandioca. Em média são produzidos entre 10 e 15 sacos do produto todos os dias na farinheira comunitária local. “Até gente de Ilhéus, no sul do Estado, se desloca prá cá a fim de fazer farinha aqui; nós arrendamos o espaço e a nossa estrutura”, diz o presidente da Associação.