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Chefes de estado acertaram que o banco será em Xangai, na China e que a primeira presidência será dos indianos
Por: Jornal Nacional
Ficará em Xangai, na China, a sede do banco de desenvolvimento dos cinco países emergentes do grupo apelidado de Brics - do qual o Brasil faz parte. E a Índia terá a primeira presidência rotativa dessa nova instituição. O anúncio foi feito nesta terça-feira (15), no encontro de cúpula dos Brics, em Fortaleza.
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A presidente Dilma Rousseff deu as boas-vindas a cada integrante dos Brics. Os presidentes do Brasil, Rússia, China, África do Sul e o primeiro ministro da Índia se reuniram em uma mesa com cinco lados, em forma de pentágono.
Pesos iguais para decidir o que todos queriam: ter a sede do banco que vai financiar projetos de infraestrutura em nações emergentes. Os chefes de estado acertaram que o banco será em Xangai, na China e que a primeira presidência será dos indianos.
Para eles, o mais importante agora é mostrar união. No documento oficial do encontro, conhecido como Declaração de Fortaleza, os líderes argumentaram que os países do grupo enfrentam dificuldade para conseguir empréstimos e que, por isso, decidiram criar um novo banco.
Eles demonstraram preocupação com a recuperação lenta das economias de países desenvolvidos. E também pediram o fim dos conflitos na Síria e no continente africano e a volta do diálogo na Ucrânia. Mas a conduta da Rússia, que anexou a Criméia, que pertencia aos ucranianos, não foi condenada.
Na entrevista, a presidente Dilma falou sobre o fundo de emergência que também será criado para proteger os países de crises financeiras e disse que o empenho dos Brics por projetos voltados para o investimento fortalece o grupo na hora de pedir mudanças em instituições como o Fundo Monetário Internacional.
"O banco dos Brics vem trazer para o mundo também uma constatação: este é um mundo multilateral. Ele pode e deve ter várias instituições multilaterais", declarou a presidente.
Durante a reunião desta terça-feira (15), os líderes também assinaram acordos de cooperação para aumentar o comércio entre os cinco países dos Brics.