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Do UOL/Maceio
Quatro capitais do país enfrentam paralisações de ônibus nesta quarta-feira (28). Florianópolis, Salvador e São Luís vivem uma manhã de problemas, com 2,6 milhões de pessoas afetadas. No Rio de Janeiro, a greve não teve grande adesão e pelo menos 80% dos ônibus circulam.
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Na Grande Florianópolis, a greve atinge 400 mil usuários do sistema. A paralisação foi decidida em assembleia nessa terça-feira (27) e deve durar até a meia-noite. Nenhum ônibus está circulando na cidade, segundo informações da rádio "CBN".
A Secretaria de Mobilidade Urbana de Florianópolis informou que acionou um esquema com vans escolares e de turismo para suprir a ausência dos ônibus. Cerca de 200 veículos estão saindo do centro em direção aos bairros. As viagens vão seguir até as 23h, e a tarifa custa R$ 5 para linhas curtas e R$ 7 para linhas longas.
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A greve é uma reação contra a suposta demissão de 350 cobradores. De acordo com o sindicato da categoria, as saídas ocorreriam por causa do sistema de catracas eletrônicas, implantado na cidade em 2001.
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O sindicato aprovou uma proposta de reajuste salarial de 9% e a redução da carga horária de oito para sete horas, além de pausa de 20 minutos para descanso, ampliação da gratificação paga no Carnaval e contratação de mulheres. Porém os trabalhadores dissidentes não aceitaram, alegando que o acordo aprovado pelo sindicato foi apreciado por 40 pessoas e que a categoria, que esperava analisar a proposta em assembleia, não pôde participar da decisão.
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Diante do descumprimento da decisão de pôr pelo menos 50% da frota, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou, na noite desta terça-feira o bloqueio da conta bancária do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Estado da Bahia. A medida tem como objetivo garantir o pagamento da multa estipulada para o caso, de R$ 100 mil por dia.
São Luís entrou no segundo dia sem ônibus nas ruas, e os terminais e pontos de ônibus estão vazios. Quem precisa usar o transporte coletivo tem de escolher entre vans, táxis de lotação e mototáxis.
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Segundo a SMTT (Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito), 700 mil pessoas por dia estão prejudicadas com a paralisação dos ônibus. Rodoviários e empresários devem se reunir novamente na tarde desta quarta-feira. No encontro realizado na noite dessa terça-feira (27), os empresários se mantiveram irredutíveis e o SET (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros) não apresentou nenhuma proposta.
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O Sindicato dos Rodoviários pede o reajuste de 16% nos salários dos trabalhadores do setor, aumento do valor do vale-alimentação para R$ 500, inclusão de um dependente no plano de saúde, implantação do plano odontológico e redução da carga horária de 7h20/dia para 6h/dia. Porém, na reunião ocorrida nessa terça-feira, os sindicalistas baixaram o valor reivindicando para 11%.
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Os empresários alegam que só podem atender aos pedidos dos rodoviários se o valor da passagem aumentar de R$ 2,10 para R$ 2,70. A prefeitura recusa a ideia. Pela internet, um grupo promete protestar caso haja o reajuste e já conta com 10 mil pessoas.
Greves pelo país
Com a paralisação de 100% da frota, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) informou que vai cobrar do sindicato da categoria o valor da multa por descumprimento de manter 70% da frota de R$ 4.000 por hora.
No Rio de Janeiro, a paralisação de 24 horas de motoristas e cobradores tem baixa adesão. Segundo estimativa do secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, cerca de 80% dos ônibus circulam pela capital fluminense. Já o Rio Ônibus, sindicato das empresas, estima que 90% da frota está circulando sem problemas.
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Essa é a terceira vez que os motoristas paralisam o serviço na cidade em um mês, e a decisão foi tomada na noite de terça, em uma assembleia com 150 pessoas. Eles reivindicam aumento salarial de 40% (e não os 10% acordados entre o sindicato da categoria e as empresas de ônibus), o fim da dupla função e reajuste no valor da cesta básica –de R$ 150 para R$ 400.