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Por: Bento Quinto
Atônitas, em lágrimas e angustiadas as 25 famílias de trabalhadores rurais sem terras que sob a Bandeira da FETAG há anos ocupam uma área de mais de 400 hectares no Córrego da Platina, imediações do Ribeiro do Itu, interior do Município de Eunápolis, acabam de serem expulsas do local por determinação da Justiça. Segundo Maria das Graças Olegário, presidente da Associação Aristeu Carvalho Lisboa, desde a última sexta-feira a pequena comunidade vinha sendo desmobilizada ou desmontada “por um grupo de homens agressivos que acompanhados pela Polícia Militar nos fizeram sair da área às pressas”.
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Ela, que também é secretária de patrimônio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Eunápolis, diz que o prejuízo foi geral para as famílias que perderam muitos plantios de mandioca, milho, feijão, abóbora, criação de galinhas caipiras e outros pequenos animais. “Fomos ameaçados o tempo todo, inclusive, de serem usados tratores para derrubar nossas casas em cima de nós e nossos filhos”, conta.
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A falta de comunicação impediu a imprensa de acompanhar a ação aflitiva. É necessário entender o que de fato estás havendo já que, segundo o próprio STTR e a própria Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG-Ba), a área em litígio “é devoluta, foi feita discriminatória pelo Estado comprovando o fato” e o processo de transformação do acampamento em assentamento definitivo já estava em fase de conclusão. Somando-se isso ao que está acontecendo em Buerarema e em outras regiões do Brasil, percebe-se que muita coisa tem que mudar. E vamos incluir aqui o terrorismo das ruas quando protestos justos e pacíficos se transformam em pandemônios. O Brasil precisa de ordem e justiça.
De qualquer forma, a imprensa estará acompanhando o processo de acomodação dessas famílias na Cidade e a posição das autoridades.