
Por: Bento Quinto
Eunápolis – 23/11/09 – O sonho de 62 famílias de trabalhadores rurais sem terras se concretizou. Depois de praticamente 12 anos de espera, em mobilização permanente sob a Bandeira da FETAG-Ba., e com o apoio constante do STTR/Eunápolis, finalmente o outrora Acampamento Santa Maria, torna-se assentamento. A cerimônia de oficialização do fato aconteceu no último dia 18, no próprio Assentamento, localizado em frente ao Projeto Maravilha, no interior do Município, com as presenças de representantes do INCRA-Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, da FETAG-Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia, e, de diretores do STTR-Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Eunápolis.
O presidente do STTR, Almir Souza Ramos diz que “sempre o Sindicato e a FETAG sempre fizeram suas partes, atuando de forma conjunta nesse processo de transformar o Acampamento Santa Maria em assentamento”. “Foi um processo demorado”, continua ele, “concluído agora no último dia 18, graças a Deus e à nossa garra, nossa persistência e a nossa certeza de alcançarmos nosso sonho de obtermos terra para plantar, colher, criar e comercializar nossa produção. São 62 famílias que sonharam, lutaram e agora são premiadas com a aquisição da terra. Fica em nós a convicção de que foi feita justiça social real e que, não existe vitória sem luta. No nosso caso, foi muita luta em todo esse tempo de mobilização no local sob a bandeira da FETAG-BA., e com amplo apoio do STTR”.
Souza Ramos ressalta a importância de cada trabalhador e cada trabalhadora saber valorizar essa conquista. Ele diz que durante assembléia com as 62 famílias feita pouco antes de estas serem legitimadas formalmente, “foi bem enfatizado que a FETAG e o INCRA farão acompanhamento exigindo moralização e preservação ambiental local, além de serem investidos corretamente os recursos que serão aplicados na área já a partir do mês que vem (dezembro)”.
Na visão do sindicalista, o Assentamento Santa Maria tem potencial para garantir boa produtividade por hectare, contando com a devida e necessária orientação técnica e financiamento oficial pelo PRONAF. “É necessário que o trabalhador e a trabalhadora saibam valorizar a própria luta, mostrando para a burguesia que querem terras é para trabalharem e produzirem, jamais para criminalizar pela prática da doença da especulação ou seja, com vendas de imóveis que foram adquiridos com tanto esforço”. Trabalhar e produzir é a palavra de ordem.