
Por: Bento Quinto
Eunápolis – 16/11/09 – O presidente do Sindicato Rural de Itamarajú, Urbano Correia disse em entrevista ao NossaCara.com, que “a exportação de boi em pé é uma realidade que já vai acontecer no Extremo-Sul da Bahia a partir de Itamarajú, Município onde a proposta foi germinada e gestada há cerca de um ano, de onde expandiu-se para Teixeira de Freitas e agora chega a Eunápolis”, acrescentando que “com isso chegamos praticamente \o ponto final desse nosso movimento”.
Ele justifica a idéia considerando que a Região tem “quase 1 milhão e 800 mil cabeças de gado bovino e contando apenas com um frigorífico em Teixeira de Freitas, o qual abate 200 cabeças/dia”. Prossegue dizendo que “sobram muitos bois, nosso mercado está cheio e por isso temos que tirar 20% a 30% desse rebanho para as exportações em pé e obtermos equilíbrio de preços”.
Na opinião de Correia, “os frigoríficos que acharem ruim nossa política de exportamos nosso gado em pé, deveriam se importar é com os abates clandestinos, prática esta que realmente atrapalha o setor”. Enfatiza que “o mercado de boi em pé veio prá ficar e este é um segmento que já existe na Austrália há muitos anos”.
O sindicalista diz ainda que “dispomos de navios com capacidades variáveis de 1 mil a 25 mil cabeças de gado e, a princípio, trabalharemos com a média de 3 mil bois em pé, incluindo novilhas de leite, novilhas brancas, novilhas cheias, novilhos, com exceção de boi gordo que no momento fica fora, pois, no momento a prioridade é o gado mais novo que sai da nossa Região”.
Em dezembro próximo todos os sindicatos de produtores rurais do Extremo Sul baiano vão se reunir, segundo Urbano Correia, para discutirem a criação do que se convencionou chamar de “zona tampão” contra a Febre Aftosa, considerado o maior gargalo da pecuária brasileira. O objetivo é poder atender mercados estrangeiros que pagam mais, mas que também exigem mais, são criteriosos e muito rigorosos.