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Por: Clícia Marinho
A equipe do Nossa Cara. Com teve honra de entrevistar os idealizadores do
Festival da Cachaça de Abaíra, Nelson Luz de Oliveira, Evaristo Carneiro de Souza e João Luz Pereira. Como toda boa idéia nasce em meio as dificuldade, a idéia de agregar valor a cana-de-açúcar nasceu com o declínio no cultivo do arroz, feijão e cebola na região. Mas naquela época, década de 80, produtores já investiam, timidamente, no cultivo da cana-de-açúcar e muitos já ganhavam dinheiro com a fabricação da cachaça. Um dos problemas destacados por Nelson daquela época era a falsificação do produto feita por atravessadores.
Para a edificação do projeto, produtores se organizaram e potencializaram seu produto, tornando-o referencia no mercado regional. Em 1987 o festival tivera sua primeira edição, com foco na divulgação do produto, e partir daí, vieram as cooperativas, associações, engenhos comunitários, venda e reconhecimento internacional. Hoje Abaíra recebe visitas de técnicos que levam o modelo implantado na cidade para outras regiões, prova da credibilidade e investimentos em tecnologias.
João Luz Pereira salientou o associativismo para o sucesso do projeto. Conta que o destaque de hoje é fruto da preparação do produtor, parcerias com prefeitura, instituições bancárias, SEBRAE. Ainda segundo João Luz, nesse período os pequenos produtores entenderam o valor de um produto higienizado, uma vez que, produziam com condições mínimas de recursos e orientação. E em 98 conseguiram engarrafar o produto respeitando as normas exigidas pelo Ministério da Agricultura. João ainda expõe a simplicidade da comunidade abairense e que visitem a cidade.
A microrregião de Abaíra já exporta cachaça para Itália, porém, devido a crise mundial tem dificultado a venda do produto. Embora a branquinha continue a despertar a curiosidade de outros países, como a Alemanha que também que conhecer a cachaça brasileira.
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O Festival a cada edição movimenta um grande numero de visitantes, para tanto, melhores condições em infraestrutura da rede hoteleira. A organização do evento visa também inovar com projetos de hospedagens nas propriedades dos produtores, proporcionando um maior contado do visitante com o setor. Além de atividades turísticas como ecoturismo, agroturismo, turismo de kenions e histórico. Evaristo Carneiro acredita que o festival traz desenvolvimento para cidade, tanto para produtores que se capacitam nos ciclos de palestras, quanto para o comércio, gerando emprego e renda para o município.